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Resumo da memorável Conferência BEACH SOCCER RESTELO

5 Jun

Dia 6 de Abril, 6ªa feira, realizou-se na Escola Secundaria do Restelo, uma conferência sobre o tema do nosso projecto: o futebol de praia.  A preparação da conferência tomou cerca de 5 meses na medida em que todo o nosso trabalho desde o início do ano lectivo se regeu em função desta e do sucesso da mesma. Assim, foi com grande expectativa e dinâmica de trabalho que nos esmerámos para receber na nossa escola os jogadores e membros da equipa técnica da selecção nacional de futebol de praia.

Dia 6, às 10.00 horas da manha, iniciámos a organização da Sala  Polivalente, (uma sala multiusos da nossa escola, local onde foi realizada a conferência). No dia anterior já havíamos arrumado bancos e cadeiras de forma a acolhermos o máximo de audiência possível. Na manhã do dia 6, porém, procedemos a preparativos igualmente importantes, tais como:

  • Colámos cartazes e posters alusivos aos nossos patrocinadores (Remax Gold e Federação Portuguesa de Futebol).
  • Preparámos a mesa dos nossos convidados.

Depois destes arranjos finais, os alunos começaram a entrar ficando com um comprovativo da sua entrada no qual foi inscrito um número (no fim da conferência fizemos um sorteio, após o qual atribuímos prémios aos números sorteados). A sala encheu de tal forma que tivemos que impedir a entrada a alguns alunos visto não haver espaço para mais. Havia mesmo alunos do lado de fora da sala a observar a conferência pela janela.

Entretanto, o André Coroado dirigiu-se à entrada da escola para receber os jogadores da selecção nacional, que começaram a chegar ao local a partir das 11:30. Num ambiente de clara boa disposição, a comitiva portuguesa foi conduzida pelo guia improvisado até ao bar, por entre as exclamações de surpresa dos alunos, sobretudo entusiasmados com a presença de Madjer. Depois, foi a vez de João Morais, coordenador nacional do futebol de praia, e Juju, Técnico de Equipamentos, serem recebidos pelo André, juntando-se aos atletas no bar num alegre convívio, apenas alguns minutos antes de o seleccionador nacional, José Miguel Mateus chegar à Escola Secundária do Restelo. Nuno Silva, treinador dos guarda-redes, manifestara interesse em ir assistir à conferência e chegou algum tempo antes das 12:00.

No pavilhão 6, os derradeiros preparativos tinham lugar diante de um público entusiasmado que vibrava, na expectativa de ver surgir os melhores do mundo da modalidade. Com tudo preparado, o director da ESR, o professor Júlio Santos, foi acompanhado até ao bar para ser apresentado aos jogadores e membros da equipa técnica da selecção nacional, dirigindo-se juntamente com eles para a Sala Polivalente. Recebidos nas imediações do pavilhão 6 com euforia por parte dos alunos presentes, foram imediatamente solicitados para autógrafos, nomeadamente Madjer e Paulo Graça, que haviam disputado o Mundialito de Clubes no Brasil, pelo Sporting.

Finalmente, os convidados entraram na Sala Polivalente, acompanhados pelo director e pelos elementos do grupo de trabalho. Ouviu-se uma grande ovação às estrelas nacionais, com especial destaque para Madjer. O craque português foi praticamente louvado pelos alunos que se encontravam na Sala Polivalente. Os jogadores sentaram-se então nos locais destinados aos mesmos, estando ao seu lado o representante da FPF, o Dr. João Morais, e claro, o treinador da selecção nacional da modalidade, o José Miguel Mateus. E, após uma curta pausa, durante a qual foi bem evidente o tripúdio na plateia, demos início à palestra BEACH SOCCER RESTELO!

Primeiramente, o já mencionado Sr. Director Júlio Santos, dedicou algumas palavras aos alunos responsáveis pelo projecto, assim como a todos os presentes na sala. Além disso, relembrou também os títulos conseguidos pela (segundo o próprio) “exemplar selecção nacional”, comparando os feitos da primeira com o pensamento e ambição que os alunos deveriam revelar. Sumariamente, descreveu a Selecção Nacional como um exemplo para todos os alunos pelos feitos conseguidos pela mesma. Antes de terminar, o Sr. Director, num acto de boas vindas e de receptividade, ofereceu à comitiva da selecção nacional camisolas da escola.

Depois, foi a vez de João Morais se dirigir à plateia, congratulando a escola pelo bom acolhimento prodigalizado e agradecendo a todos os presentes pela sua presença. Acima de tudo, enalteceu a importância de eventos desta natureza no desenvolvimento e afirmação da modalidade. Além disso, João Morais salientou a importância do carinho e o apoio do público português na construção das grandes vitórias da selecção, para quem todas as mensagens de apoio se revelam verdadeiramente fundamentais.

Mais tarde, foi a vez do Treinador da Selecção Nacional, o Sr. José Miguel Mateus, discursar, dedicando as suas palavras à história do futebol de praia em Portugal. Iniciando a sua longa narração nos tempos em que o futebol de praia se restringia a um leque muito restrito de países, contou uma história curiosa relativa ao Madjer e recordou sumariamente os seus tempos de guarda-redes. Zé Miguel relembrou conquistas marcantes. como o Mundial de Futebol de Praia de 2001, vários Mundialitos e, claro, as Ligas Europeias, mas não esqueceu os momentos menos bons, como o mau resultado obtido no Campeonato do Mundo de 2007.

Nesse contexto, falou também da necessidade de renovação da selecção nacional, que todos os anos vai apresentando novos talentos, fundamentais para o crescimento da modalidade em Portugal. Tudo isto num ambiente de boa disposição, em que interagiu frequentemente com o público e valorizou a necessidade de trabalhar arduamente, com organização.

Em seguida, o Dr. João Morais tomou novamente a palavra, dedicando as suas palavras ao esforço que a Selecção Nacional empreendeu em todas as suas provas desportivas, comparando (tal e qual como o Sr. Director Júlio e o seleccionador nacional José Miguel Mateus) este empenho ao esforço que os alunos deveriam ter no seu dia–a–dia escolar, nunca desistindo e reformulando o seu trabalho sempre que necessário.

Após estas sucessivas intervenções dos membros da equipa técnica nacional, foi exibido um vídeo de apoio à selecção nacional, mostrado aos jogadores da selecção nacional antes do jogo da meia-final do Campeonato Mundial de 2009, frente ao Brasil. Assim, ficou ilustrado um aspecto importante que fora enfatizado por João Morais e José Miguel Mateus.  

Em seguida, chegou a hora tão aguardada dos jogadores falarem, sendo os seus discursos precedidos por um vídeo de apresentação de cada jogador, com duração de cerca de 1 minuto (todos os vídeos estão disponíveis no nosso canal no youtube). Em primeiro lugar, os alunos deliraram com os golos de Bruno Novo e escutaram com interesse as suas palavras.

jogador nazareno falou do seu percurso no futebol e também no futebol de praia, relembrando as hipóteses que lhe foram dadas para que crescesse na modalidade e falando, algo extensivamente, do seu historial enquanto jogador de  futebol de praia. Bruno Novo recordou, por exemplo, o seu jogo de estreia no Mundialito de Futebol de Praia de 2009, quando conseguira marcar minutos depois da sua estreia oficial. Num diálogo com o público marcado pelo humor e por uma alegria salutar, Bruno Novo despontou sorrisos nos alunos presentes e deixou uma marca extremamente positiva.

Depois, foi a vez de Jordan falar. O jovem jogador, menos à vontade com as palavras em público, abordou também o seu historial no futebol de praia, adoptando um discurso mais relacionado com os seus títulos pessoais e clubísticos. Apesar de ter falado pouco tempo, foi perfeitamente suficiente para que se gerasse em torno de Jordan Santos um enorme entusiasmo, com o seu vídeo de apresentação a produzir um impacto muito positivo na plateia incansável.

Tais foram os moldes do discurso de Paulo Graça, guarda-redes da selecção nacional, também ele muito aclamado pela multiplicidade de competências técnicas que demonstrou nas imagens utilizadas no seu vídeo de apresentação. O guardião português falou também, sumariamente, do seu percurso neste desporto, sendo que, não discursando muito extensivamente, relembrou factos bastante notáveis da sua carreira. As conquistas de dois terceiros lugares nos Campeonatos do Mundo de 2008 e 2009 foram por ele consideradas pontos altos na sua carreira. Simples, pragmático e implacável entre os postes, assim se caracteriza a imagem que Paulo Graça transmitiu aos alunos a seu respeito.

Por último, Madjer, já sem muito tempo, mas com o público presente na Sala Polivalente na iminência de uma explisão de entusiasmo, discursou e encantou as mais de 100 pessoas presentes no recinto. Toda a sala, numa ovação interminável, louvou aquele que é, para muitos, o melhor jogador da selecção nacional e do mundo, correspondida com a habitual simpatia e capacidade comunicativa de Madjer. Num tom de óbvia felicidade e lembrança, Madjer recordou o seu percurso, inicialmente, como jogador de futebol, mais tarde, o seu acidente nas motas que o impediu de prosseguir e por último o “cumprir de um sonho” com a entrada no futebol de praia.

Galardoado com uma imensidão de prémios  ao longo da sua carreira, Madjer mencionou que preferia ter mais títulos colectivos em lugar dos individuais, num discurso pautado pelo carácter autobiográfico, como forma de concluir a seguinte ideia: os sonhos conseguem ser sempre concretizados. Um discurso exemplar de Madjer!

A este belo discurso de Madjer, seguiu-se o sorteio e camisolas da selecção nacional, com os nomes dos jogadores, pelo público presente na Sala Polivalente. Os felizes contemplados foram premiados com camisolas de Bruno Novo, Jordan, Paulo Graça e Madjer, num clima de grande tensão na expectativa por uma camisola portuguesa. Posteriormente, os jogadores da selecção nacional foram premiados com uma surpresa: um vídeo de motivação da selecção nacional de futebol de praia, que reunia todo um conjunto de mensagens de apoio à selecção nacional, recolhidas nos dias anteriores em pleno espaço escolar, conjugando-as com grandes golos da selecção nacional em anos recentes. Os problemas técnicos que se verificaram não foram suficientes para quebrar a intensidade do momento, com esta bela surpresa motivacional para os heróis nacionais.

Ao vídeo de motivação seguiu-se a distribuição das bolas de futebol de praia, lançadas aleatoriamente pelos jogadores da selecção nacional, numa palestra inesquecível, que terminou com uma nova sessão de autógrafos. Esta conferência foi o culminar de todo um projecto escolar que resultou numa reunião de grandes estrelas do Futebol de Praia com alunos que sonham com o seu futuro.

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Liga Europeia de Futebol de Praia

29 Maio

 

A Liga Europeia de Futebol de Praia é a competição de maior importância desta modalidade a nível europeu. É disputada ao longo do verão, em vários torneios..

História

Esta competição começou a ser disputada em 1998, ano em que a Alemanha se sagrou campeã. Em 2000, a Liga Europeia conheceu um grande incremento, com a selecção espanhola a conquistar o troféu, vencendo os portugueses no jogo da final. Com o passar do tempo, a competição desenvolveu-se cada vez mais, e começaram a surgir novas potências europeias na modalidade. Em 2005, a Liga Europeia adoptou um novo modelo, que continua em vigor: ao longo do Verão, disputam-se vários torneios, que culminam na Superfinal, na bela cidade francesa de Marselha. Os vencedores deste último torneio conquistam o título europeu.

Em 2005, as equipas foram divididas em 3 grupos (A, B e C), consoante a sua qualidade (as que tinham melhor reputação ficaram no grupo A, enquanto as restantes ficaram nos grupos B ou C). Foram distutados vários torneios dentro de cada grupo e, por fim, as equipas do grupo A e as melhores selecções dos outros grupos disputaram a Superfinal, em Marselha, que terminou com o triunfo da Itália.

Em 2006, a Liga Europeia também se desenvolveu de uma forma muito significativa. As equipas foram divididas em dois grupos: as 4 grandes potências (Espanha, Portugal, França e Itália) ficaram no grupo A e as 10 restantes foram para o grupo B. Numa primeira fase, as selecções pertencentes ao grupo B disputaram vários torneios, e as 4 melhores equipas (Polónia, Ucrânia, Suíça e Grécia) avançaram para o grupo A, juntando-se a Portugal, Espanha, França e Itália. Estes 8 países participaram num conjunto de 4 torneios (organizados por Itália, França, Espanha e Portugal), ao longo dos quais foram somando pontos. No final dos 4 torneios, as 6 equipas com mais pontos apuraram-se para a Superfinal, em Marselha, na qual a Espanha alcançou a vitória.

A Liga Europeia de Futebol de Praia 2006 ficou marcada pelo aparecimento de novas selecções e pela grande ascensão de algumas equipas, das quais se destacou a Polónia.

Ficou também marcada por ter funcionado como torneio de qualificação para o Campeonato do Mundo da modalidade: as 4 melhores equipas da Superfinal(Espanha, Portugal, Polónia e Itália) ficaram apurados, bem como o vencedor do Last Chance Bracket: uma competição aberta a todos os países da Europa que não tinham conseguido a qualificação, que acabou com o triunfo da selecção francesa.

Em 2007,assistiu-se na Liga Europeia uma mudança pouco acentuada a nível do evento preliminar. Nesta, na vez de participarem 10 selecções participam 12 sendo que estas foram divididas em 4 grupos de 3 passando à fase regular apenas uma equipa de cada grupo, ou seja, 4 selecções: Polónia, Suiça, República Checa e Rússia. Estas, juntaram-se a Portugal, Espanha, Itália e França. De resto, a competição foi igual à anterior com os referidos 4 torneios.

Em 2008, verificou-se uma nova mudança no torneio. Neste ano, dividiram-se as equipas por dois grupos, A e B, de acordo com a sua posição no ranking. Destas 16 passam os três primeiros de cada grupo e o melhor quarto dos dois

A Superfinal, tendo sido realizada em Portugal, permitiu à Selecção Nacional estar presente no torneio sem ter de passar pelo processo de qualificação ao qual as outras equipas inscritas se submeteram.

Do grupo A, as melhores do ranking, passaram Suiça, Itália, Polónia e República Checa sendo a principal surpresa o afastamento precoce da selecção espanhola. Já no grupo B, passaram França, Rússia e Países Baixos. Como se entende o melhor quarto lugar pertencia ao grupo A, sendo, mais precisamente a República Checa que tendo acabado a fase de grupos com os mesmos pontos que o quarto lugar do grupo B, a Hungria, tinha um goal average de +3 ao passo que a selecção húngara tinha uma diferença de golos de +1, estando a selecção Checa em vantagem.

Assim, estas 7 selecções juntaram-se a Portugal na Superfinal. Portugal venceu a prova defrontando na final os Países Baixos vencendo os mesmos por expressivos 5-1.

Em 2009, a estrutura da competição manteve-se sendo a vencedora a Rússia ficando Portugal na segunda posição. Já em 2010, com a mesma estrutura em vigor, Portugal regressou aos títulos estando neste momento, a par da selecção espanhola, com 5 títulos de vencedor desta competição tendo ficado sempre numa das três posições do torneio desde que começou a participar no mesmo.

Qualificação da Oceânia para o Mundial 2011: Tahiti 4 – 3 Ilhas Salomão (Final)

4 Mar

Como foi referido em posts anteriores, o torneio de qualificação da Oceânia para o Mundial 2011 foi realizado em Papeete, no Tahiti, com as selecções das Ilhas Salomão, do Tahiti e das Ilhas Fiji a disputarem um único lugar na competição global entre os dias 23 e 26 de Fevereiro. Uma vez que as Ilhas Salomão e o Tahiti foram as duas melhores equipas durante a primeira fase, avançaram para o jogo da final, que teve lugar no Sábado, dia 26 de Fevereiro.

As duas equipas já se tinham defrontado no dia anterior, num jogo a contar para a primeira fase, em que as Ilhas Salomão haviam saído vitoriosas, por 4-1. Porém, a final tratava-se de um jogo totalmente diferente, sendo que o vencedor se apurava automaticamente para o campeonato do mundo, além de se sagrar campeão da Oceânia. Desta vez, o jogo teria uma história totalmente diferente e seriam os tahitianos a sorrir ao fim dos 36 minutos. Como? Está tudo descrito aqui!

1º Período

As duas equipas entraram e logo os espectadores se mostraram entusiasmados para uma partida da qual se esperava muito bom futebol.

O jogo começou e cerca de 1 minuto depois veio o primeiro golo: um remate de Nicholas Muri, das Ilhas Salomão que assim colocava a sua equipa na presumível posição de vencedora do jogo.

A equipa da casa, o Tahiti, que nunca baixou os braços, insistiu no remate sendo que entre os minutos 6 e 7 esteve muito próxima de repor a igualdade com uma sucessão de remates perigosos incrível sendo que ao minuto 8 fez o golo por intermédio de Patrick Tepa. Este golo trouxe ao jogo uma equipa do Tahiti muito mais forte, algo que desde logo afectou a selecção adversária que se viu com dificuldades para não sofrer novo golo. Aliás, cerca de 30 segundos depois do golo da igualdade foi marcada falta à equipa visitante perto do meio – campo, livre que por pouco podia ter dado o segundo à equipa visitada. Por conseguinte da pressão tahitiana, foi marcada uma falta na área da selecção das ilhas Salomão que foi defendida pelo guarda redes salomónico, Fred Hale, que tal e qual como o seu adversário foram dos melhores em campo.

Entretanto, perto do minuto 10, grande golo da selecção do Tahiti por intermédio de Teiva Izal que, de livre colocou a sua equipa pela primeira vez no encontro a vencer. 2º golo deste jogador esta noite. A equipa Tahitiana continuou com a pressão à defesa adversária e no seguimento de um cruzamento para a área das Ilhas Salomão e depois de dois ressaltos, o capitão Naea Bennett colocou a bola dentro da baliza e novo golo. 3-1 mesmo em cima do final do 1º período.

Tempo ainda para uma tentativa de ataque por parte da enfraquecida selecção das Ilhas Salomão que procura reverter a situação mas a organização defensiva do Tahiti evita este cenário.

Fim do 1º Período com claro domínio tahitiano num estádio lotado onde se vive um ambiente emocionante.

2º Período

O 2º Período iniciou-se com um choque entre um avançado das Ilhas Salomão e o guarda redes da equipa adversária que resultou na entrada da equipa médica para os socorrer, situação que desde logo ficou resolvida.

Entretanto, grande ocasião de golo por parte das Ilhas Salomão, que entraram com ganas de vencer apresentando um melhor futebol sendo que inicialmente perderam por várias vezes o controlo da bola em “zonas proibidas” comprometendo toda a equipa. De qualquer maneira, grande defesa do guardião Tahitiano.

Em seguida, Timothy Wale das Ilhas Salomão com um grande pontapé de bicicleta, quase consegue fazer o 4-1 mas a defesa adversário estava atento e interceptou-o. Na insistência, outro pontapé de bicicleta de um avançado salomónico com outro grande corte da defesa tahitiana. Esta insistência das Ilhas Salomão compensou, e perto do minuto 7 deste período, foi assinalada grande penalidade para esta selecção e, na cobrança, McPhillip Aisa rematou para a defesa do guarda-redes tahitiano, sendo que na recarga o mesmo guardião evitou de novo o golo da equipa visitante.

Na resposta, Marama Amau do Tahiti fez um grande remate e surgiu o 4-1. Golo!

Mesmo no final deste período, tempo ainda para uma grande jogada do Tahiti com trocas de bola rapidíssimas que quase levaram ao quinto golo e na resposta remate ao poste das Ilhas Salomão, que com a baliza adversária completamente aberta não aproveitou para diminuir a vantagem.

Final do 2º Período, um período algo entediante por consequência das poucas oportunidades.

3º Período

O 3º período começou com um remate fraco de um avançado do Tahiti. Na resposta grande remate de um jogador das Ilhas Salomão e, grande defesa do guardião da casa.

Neste último período do encontro, a pressão das Ilhas Salomão foi enorme com sucessivos remates perigosos sendo que ao minuto 4 o capitão, James Naka diminuiu a vantagem fazendo um golo de livre directo. Estava feito o 4-2.

Na sequência deste golo, novo livre para as Ilhas Salomão que Robert Laua desperdiçou rematando por cima da baliza. O mesmo jogador viria mais tarde a desperdiçar nova oportunidade, desta feita rematando ao poste novamente com a baliza aberta.

Neste período “só deu Ilhas Salomão” que com um futebol bem mais atractivo chegaram ao golo por intermédio do mesmo jogador que fizera o 4-2, James Naka, com o seu número 10 na camisola. 4-3.

Entretanto, o guarda redes das Ilhas Salomão perdeu infantilmente a bola para o avançado da equipa adversária que não concluiu em golo por muita sorte para a equipa visitante.

Final do encontro com vitória do Tahiti que depressa se dirigiu aos seus adeptos para festejar a tão desejada qualificação para o Mundial. Previa-se um jogo difícil com uma equipa das Ilhas Salomão favorita que acabou por não demonstrar o favoritismo do qual dispunha. No final do jogo, a festa dos tahitianos foi grande, envolvendo protagonistas e adeptos num êxtase maravilhoso!

Conclusão

A selecção do Tahiti, apesar de menos experiente, deu provas de uma tremenda evolução, foi extremamente eficaz e manteve sempre a concentração, sabendo gerir e defender a vantagem até ao fim. Um marco histórico para o futebol de praia do Tahiti, que representará a Oceânia num campeonato do mundo pela primeira vez, enquanto as Ilhas Salomão, após 4 presenças consecutivas, durante as quais inclusivamente venceram 3 jogos, são eliminadas e obrigadas as esperar pela edição de 2013 (que ironicamente se realizará no Tahiti).

Itália, Ucrânia, Portugal, Rússia, Suíça, México, El Salvador e Tahiti. 8 equipas estão definidas para o Mundial Ravena 2011 (disputado em Setembro). Falta apurar a outra metade dos 16 participantes…

OS GOLOS E A FESTA

Equipas apuradas para o Mundial FIFA 2011: Ucrânia, Portugal, Rússia e Suiça

18 Jan

A qualificação para o Mundial de 2011, realizou-se entre 11 e 18 de Julho de 2010, em Bibione, Itália. Este torneio realizado em formato de grupos e em seguida, sistema de knock – out, juntou 27 equipas da Europa na luta por 4 vagas na mais importante  competição de Futebol de Praia a nível internacional.

Os grupos, de A a G, juntam 4 equipas em cada um sendo que no A há apenas 3, entre a Itália, Alemanha e Turquia. A Itália, sendo a anfitriã do torneio em 2011, já se encontra apurada para o mesmo tendo de participar na qualificação visto que havia pontos em disputa para o ranking europeu da modalidade.

Grupos do Torneio de Qualificação da Europa para o Mundial 2011. Sorteio coordenado por Josep Ponset, realizado em Barcelona, na sede da Beach Soccer World Wide.

No grupo A, a equipa vencedora foi a Itália, ficando a Turquia na segunda posição e Alemanha o último lugar. Assim, italianos e turcos passaram à próxima fase. Ambas as selecções venceram sem dificuldades a Alemanha por 5-2 e 6-3, respectivamente. No debate entre a Itália e a Turquia, a primeira foi a vencedora por 2-1.

No grupo B, a equipa vencedora foi a Grécia, que ficou com os mesmo pontos que o segundo e terceiro lugares, Espanha e Holanda, respectivamente, passando assim no lugar cimeiro. Neste grupo bastante competitivo, que ficou sem grandes surpresas com a Bulgária em último lugar, teve como vitórias da Grécia, 6-5 e 6-2 sobre a Holanda e Bulgária. Espanha venceu por 7-0 e 6-5 a Bulgária (primeiramente) e a Grécia. Por último, a Holanda venceu por 4-3 a Bulgária e por 3-2 a Espanha, num jogo bastante emocionante até ao fim.

No grupo C, a Roménia foi a vencedora, ficando a Rússia no segundo posto e a Eslováquia e Andorra nos últimos lugares. A Roménia venceu os três jogos por 8-2 (frente a Andorra), 5-3 (frente à Eslováquia) e 5-3(frente à Rússia). A Rússia, numa campanha relativamente positiva, venceu dois dos três jogos por 11-1(frente à Eslováquia), 11-1 (frente a Andorra). Por último, a Eslováquia venceu apenas um jogo por 4-1(frente a Andorra).

No grupo D, Portugal ficou na primeira posição ficando com 9 pontos, ficando nos seguintes lugares a Estónia, Israel e Inglaterra, respectivamente. Portugal venceu por 7-3 (frente a Israel), 6-3(frente à Estónia) e 6-3(frente a Inglaterra). De resto, Israel venceu por 5-2 na sua única vitória(frente a Inglaterra), a Estónia venceu na sua única vitória por 6-3 (frente a Israel) e Inglaterra venceu na sua única vitória por 1-0 (frente à Estónia).

No grupo E, a Ucrânia e a Suiça ficaram nas primeiras posições ficando a Hungria e a Bielorrúsia no 3º e 4º. A Ucrânia venceu dois dos três jogos por 6-5 (frente à Suiça) e 6-2 (frente à Hungria), a Suiça venceu por 7-3 (frente à Bielorrúsia) e por 10-4 (frente à Hungria). Por último, a Hungria venceu por 7-6 /frente à Ucrânia) empatando com consequentes grandes penalidades por 5-5 (frente à Bielorrússia) vencendo nas grandes penalidades por 5-4 ganhando assim apenas 2 pontos.

No grupo F, a França ficou em primeiro lugar com 9 pontos seguindo-se o Azerbeijão, em terceiro a República Checa e em quarto o Cazaquistão. A equipa francesa venceu os três jogos por 5-1 (frente ao Cazaquistão), 10-8 (frente ao Azerbeijão) e por expressivos 11-2 (frente à equipa checa).  O Azerbeijão venceu por 5-4 e por 9-2 (frente à Rep. Checa e Cazaquistão, respectivamente). Por último, a equipa Checa apenas venceu um jogo, por 8-2 (frente ao Cazaquistão).

Por último, no grupo G, a Moldávia ficou em primeiro lugar com 8 pontos, seguindo-se a Polónia com 6 e a Áustria com 3 ficando a Noruega em último com zero pontos, neste que foi um grupo, em que, apesar da pouca exuberância futebolística das equipas se conseguiu assitir a bons espectáculos de futebol de praia. A Moldávia venceu a Polóia nas grandes penalidades por 1-0 (ganhando apenas dois pontos por essa mesma vitória), vencendo por 3-1 (contra a Áustria e Noruega). A equipa polaca venceu por 9-4 e 8-5 ( frente à equipa da Áustria e Noruega, respectivamente). Por último, a equipa austríaca, deu por vencido apenas um jogo, o qual venceu por 3-1 (frente à Noruega).

Assim, passaram para a próxima fase, os oitavos de final, as seguintes equipas:

  • Roménia
  • Estónia
  • Ucrânia
  • Holanda
  • Hungria
  • Grécia
  • Suiça
  • França
  • Portugal
  • Azerbeijão
  • Rússia
  • Turquia
  • Itália
  • Polónia
  • Espanha
  • Moldávia

Os jogos realizados a 15 de Julho, com consequentes resultados, foram os seguintes:

  1. Roménia 6 – 2 Estónia
  2. Ucrânia   6 – 0 Holanda
  3. Hungria   8 – 5 Grécia
  4. Suiça         6 – 4 França
  5. Portugal  5 – 2 Azerbeijão
  6. Rússia     11 – 2 Turquia
  7. Itália         3 – 4 Polónia
  8. Espanha   5 – 1 Moldávia

Nos quartos de final decorridos a 16 de Julho, e já com um pouco maior nível futebolístico e também algum cansaço acumulado nos jogadores,os jogos foram os seguintes:

  1. Ucrânia 6 – 3 Roménia
  2. Suíça 3 – 2 Hungria
  3. Polónia 5 – 5 Portugal (Polónia 5 – 5 Portugal prol | Polónia 0 – 1 Portugal pen)
  4. Rússia  8 – 4 Espanha

Nestes jogos dos quartos de final, a Rússia dominou com grande facilidade a comitiva espanhola, que foi afastada do Mundial. De resto, são de notar as dificuldades que a turma polaca colacaram a Portugal, que mesmo assim venceu nas grandes penalidades.

Os jogos das meias finais decorridos dia 17 de Julho, e já com todas as equipas apuradas para o Mundial, foram:

  1. Ucrânia 3 – 3 Suíça (Ucrânia 3 – 3 Suíça prol | Ucrânia 5 – 4 Suíça pen)
  2. Portugal 6 – 5 Rússia

A grande vitória da comitiva portuguesa sobre a russa, foi talvez o maior feito da primeira nesta fase de qualificação. A equipa russa, que vem crescendo nestes últimos anos, com o seu poderio ofensivo e defensivo colocou bastantes problemas à equipa Nacional, que deu o jogo por vencido com vantagem de um golo apenas. No outro jogo, um emocionante suiça – Ucrânia, a equipa de leste venceu chegando à grande final onde defrontou Portugal, dia 18 de Julho:

Final – Ucrânia 4 – 2 Portugal

No jogo de atribuição dos terceiro e quarto lugares, a equipa russa venceu uma Suíça muito desfalcada, num jogo entre duas equipas afectadas pelo cansaço e pelas lesões, realizado no dia 18 de Julho:

Jogo para os 3º e 4º lugares – Suíça 2 – 5 Rússia

Após o acerto classificativo entre russos e suíços, teve lugar a grande final da competição, que opunha a Ucrânia, grande surpresa do torneio pela sua organização táctica e eficácia ofensiva, a Portugal, que vinha a praticar um futebol de praia progressivamente melhor, deixando bem claras as suas intenções de conquistar o torneio.

No entanto, sem os castigados Alan e Belchior, em situações de cansaço extremo dos jogadores e um estado da areia que privilegiava o jogo rasteiro dos ucranianos, os comandados de José Miguel Mateus não se conseguiram impor no jogo, dado que os jogadores mais jovens não conseguiram dar à equipa a capacidade ofensiva necessária e Madjer, que fez praticamente o jogo inteiro,naturalmente não conseguiu fazer tudo sozinho. A Ucrânia chegou à vantagem e soube geri-la eficientemente, defendendo muito bem, pelo que os dois golos do capitão português não foram suficientes e Portugal acabou por perder o segundo título da época. Mas com o apuramento garantido!

Final – Ucrânia 4 – 2 Portugal

Gravação completa da final entre Portugal e Ucrânia, disponibilizada pela Beach Soccer WorldWide

QUALIFICAÇÃO: BALANÇO

Assim, após uma série extenuante de 55 jogos em 8 dias, as equipas apuradas foram as seguintes, de acordo com a classificação do torneio:

  1. Ucrânia
  2. Portugal
  3. Rússia
  4. Suíça

Fazendo uma retrospectiva da participação das equipas apuradas, verificamos que, efectivamente, justificaram o apuramento. A Ucrânia, campeã da competição, espantou a Europa com a sua disciplina e a técnica desenvolvida dos seus jogadores, que os levou a derrotar, por duas vezes, a Suíça, bem como a Roménia, no jogo da qualificação, e Portugal, na discussão do apuramento.

A selecção lusa, sem deslumbrar muito nos jogos da fase de grupos, cumpriu o seu papel vencendo todos os jogos até atingir o apuramento, com base na experiência de elementos como Madjer, Alan, Belchior e Bilro, além de um inspirado Paulo Graça. Derrotar o adversário mais complicado e perder contra outro teoricamente mais acessível deixa sempre um sabor amargo, mas Portugal não se deixaria afectar por isso.

A Rússia apresentou-se a um nível prodigioso nesta fase de qualificação, dizimando impiedosamente as equipas mais fracas (às quais infligiram derrotas pesadas com 11 golos marcados), acabando por conseguir o apuramento num jogo épico frente à fragilizada, mas muito aguerrida Espanha. Num jogo frente a Portugal, com muito desgaste e lesões em ambas as partes, a Rússia não conseguiu responder ao maior poder luso, mas deixou bem claro o seu fantástico nível de futebol de praia.

Outra das principais potências europeias, a Suíça, alcançou a qualificação após uma sequência de jogos contra equipas bastante difíceis, em que a experiência e qualidade de jogadores como Stankovic e Leu fez a diferença, apesar do cansaço da equipa e algum azar terem obstado a que alcançassem um outro tipo de resultado.

Por seu turno, a Itália também desiludiu no torneio, jogando em casa, diante dos seus adeptos, mas sem conseguir atingir sequer os quartos de final. Ainda assim, a Squadra Azurra já estava automaticamente qualificada no papel de organizadora do Mundial FIFA 2011.

De realçar a ausência da Espanha, que pela primeira vez não marca presença na grande competição mundial, e também a da França, que vive um período complicado no que ao futebol de praia diz respeito, já que vi falhar o segundo mundial consecutivo (já não se qualificara para a edição de 2008.

A nível de jogadores, os premiados foram:

  • Melhor Jogador : Ilya Leonov – Rússia
  • Melhor Marcador: Madjer (16 golos) – Portugal
  • Melhor Guarda-redes: Paulo Graça – Portugal

Claro destaque para os dois jogadores portugueses premiados, Madjer e Paulo Graça! Madjer já nos habituou, há mais de uma década, à sua veia goleadora, coleccionando em Bibione mais uma distinção para a sua vasta galeria individual. Paulo Graça foi merecidamente destacado com o prémio de melhor guarda-redes, ultrapassando o russo Bukhlitskiy, cuja excelente prestação nesta prova não foi suficiente para superar as defesas espectaculares e cruciais do guardião português, em grande forma! Leonov foi votado MVP como forma de premiar a boa prestação russa, na qual o capitão de equipa desempenhou um papel determinante.

Por agora, fica então o desejo de vitória para a Selecção Nacional no Mundial FIFA 2011, que se realizará entre os dias 1 e 11 de Setembro, na cidade italiana de Ravena. Força Portugal!

FELIZ NATAL!

24 Dez

É com grande entusiasmo e felicidade que os autores do BEACH SOCCER RESTELO desejam a todos os alunos, professores e funcionários da Escola Secundária do Restelo, bem como a todos os visitantes deste nosso blogue (que sem a sua presença assídua não teria a sua dimensão actual) um Feliz Natal e um próspero Ano Novo.

Aproveitamos também para referir os jogadores e dirigentes da Selecção Nacional de Futebol de Praia, desejando-lhes um Feliz Natal e boas entradas no ano de 2011, esperando excelentes resultados da sua parte em todas as competições nas quais se insiram. Esperamos que todos entrem no novo ano de forma positiva e encarando 2011 com confiança e esperança.

Turistas deliciados com Pai Natal na praia

Um convidativo Pai Natal na praia de Puri (Índia) em 2008

Um grande abraço de Feliz Natal e próspero Ano Novo para todos!

Orçamento do projecto

5 Dez

O nosso grupo, tendo diversos patamares de actuação e sendo obrigatório passar por todos eles para se poder concluir este projecto, apresenta aqui o orçamento das actividades que vão ser realizadas:

1. Distribuição de questionários por cerca de 25 turmas de aproximadamente 25 alunos cada. Cada questionário tem frente e verso custando, assim,  10 cêntimos a impressão por folha. O preço final dos questionários rondará, aproximadamente, os 65 euros.

2. Compra de 10 bolas para sortear entre os alunos e professores que estejam a assistir à conferência. Cada bola custa 10 euros, sendo o preço final de 100 euros.

3. Divulação do projecto, para a qual será necessário afixar cartazes nos pavilhões da escola e a distribuição de brochuras. O preço para fotocopiar cerca de 6 cartazes ronda os 1,50 euros por cartaz, ficando o preço final dos mesmos em, aproximadamente, 10 euros. Estimamos vir a elaborar 2 cartazes diferentes ao longo do ano, pelo que o preço dos cartazes será um total de 20 euros. Entretanto, distribuindo um total de aproximadamente 500 brochuras e sendo o preço da fotocópia de cada uma 10 cêntimos, precisaremos de 50 euros para o efeito.

No total dos pontos 1. 2. e 3. o valor monetário necessário para que se possa realizar o projecto é de 235 euros. Um valor alcançável e para o qual patrocinadores não deverão faltar.

Patrocinadores: as condições que vos oferecemos

Sendo o projecto inserido no contexto do ambiente escolar, procuramos patrocinadores baseados em produtos que sejam do interesse dos jovens e que promovam uma vida divertida, com segurança. São também absolutamente indispensáveis os patrocinadores locais, restritos da zona do Restelo e de Belém, enfatizando o carácter regional da iniciativa.

Aos patrocinadores ser-lhes-á concedido o devido destaque neste blogue e em todo o projecto, sendo referidos em todos os cartazes e brochuras de divulgação da iniciativa e sendo-lhes dedicado um post individual aqui no blogue. Além disso, se for do interesse dos patrocinadores colocar cartazes publicitários na escola,asseguramos que os mesmos serão colocados em locais estratégicos do espaço escolar.

Nota: Se existirem eventuais interessados, por favor, não hesitem em contactar-nos, expressando o vosso interesse em contribuir monetariamente para o nosso projecto num comentário a este post.

Bilro: muita garra e boa disposição!

19 Nov
Bilro: um histórico da União de Leiria

Bilro foi o capitão da União Desportiva de Leiria nos tempos gloriosos do clube

Luís Miguel Bilro Pereira, mais conhecido por Bilro, nasceu a 1 de Abril de 1971 em Borba. Também este, à semelhança de Hernâni (sobre o qual já escrevemos um post neste blogue), se iniciou muito cedo no mundo do futebol. Começou por frequentar a equipa de futebol de 7 do Seixal passando mais tarde a integrar as equipa de juvenis e juniores do Sporting Clube de Portugal. Na sua carreira como jogador de futebol de 11 passou por clubes como o Seixal (ao qual voltou 20 anos depois de integrar a equipa de futebol de 7), União de Leiria, Sporting Clube de Portugal (1992/93), Atlético, Olhanense, D. Sandinenses e Lusitânia.

Em todas as equipas pelas quais passou deixou a imagem de um jogador digno, respeitado e respeitador e essencialmente muito capaz (ou não tivesse estado na 1ª Liga de Futebol Profissional durante 13 anos consecutivos). Passou os seus melhores anos em Leiria, ao serviço da União local e até este momento é o jogador que detém mais jogos pela mesma na 1ª Divisão com o incrível número de 245 jogos.

Acabando a carreira no futebol de 11 com 37 anos, rumou para um desporto em ascensão: o futebol de praia.

Foi no ano de 2009 que era dada como certa a entrada de Bilro na equipa de futebol de praia do Sporting Clube de Portugal. No entanto, só em 2010 o clube leonino formou um plantel completo, que se estreou no 1º Circuito Nacional da modalidade, que terminou com a vitória do Sporting. Bilro, com excelentes prestações numa equipa de estrelas, sagrou-se assim campeão nacional de futebol de praia.

Mas foi muito antes, em 2007, que Bilro foi chamado à Selecção Nacional, onde tem vindo a conseguir excelentes resultados. Até agora, já arrecadou o 3º lugar do Campeonato do Mundo FIFA por duas vezes, em 2008 e 2009, além de ter conquistado por 3 vezes a Liga Europeia de Futebol de Praia, em 2007, 2008 e 2009. Excelentes qualidades desportivas e um sentido de humor espectacular fazem dele um elemento fundamental na dinâmica da Selecção Nacional!

Bilro, apesar da idade, é um jogador que continua em ascensão e que tem dado solidez e experiência à Selecção Nacional. Referência do futebol de praia português, muita esperança está depositada nele para os próximos anos. A sua missão é ajudar a integrar os novos talentos, enquanto continua a dar tudo pelo sucesso da equipa do seu país.

Nota: Informamos desde já os nossos visitantes de que Bilro já não representa a selecção nacional de futebol de praia, pois em Março de 2011 assumiu o comando técnico da equipa de futebol de praia do Sporting Clube de Portugal, orientando o conjunto no I Mundialito de Clubes de Futebol de Praia, realizado em São Paulo, no qual o clube leonino alcançou um brilhante 2º lugar. Bilro, aos 39 anos, trocou assim a vida de atleta pela carreira de treinador, na qual certamente também alcançará muito sucesso.